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2010/03/25

Workshop: chapéu em feltro

Hoje foi dia de workshop para aprender a fazer um chapéu em feltro. Achei ainda mais simples do que a flor.
Aqui vão as fotos de todo o processo. Ainda não está totalmente terminado, pois a Eva tem que experimentá-lo para ver se o tamanho das abas está bom ou não.

Passo 1
Molde:
Medir o diâmetro da cabeça, dividir por dois e acresentar 15 a 20% ao resultado final.
Exemplo:
52 cm: 2 =  26 + 5 = 31cm (estes 31 cm são a largura da base do molde).

A altura do molde é de cerca de 28 cm (adulto) ou 24 cm (criança). Estas são medidas generosas para podermos fazer uma aba.

Passo 2
Modelagem
Como queria fazer uma chapéu às riscas, começou-se por colocar pequenas farripas de feltro ao longo do molde, deixando sempre umas pontinhas de fora, para, posteriormente, unir os dois lados. Este será o lado de fora, por isso, convém caprichar no alinhamento das riscas. Colocar riscas na frente e no verso do molde e ligá-las umas às outras, de preferência, justinhas ao molde, para não criar badanas desagradáveis (eu tive que cortar algumas com a tesoura)
Passo 3
O enchimento do chapéu deve fazer-se numa outra cor, para as cores das riscas sobressaírem. Eu escolhi um cinza azulado.
Agora, há que colocar farripas em três camadas (se forem só duas, o chapéu fica muito fino; mais do que tês, fica muito espesso). Cada camada é numa direcção diferente para a lã ligar/feltrar bem (1º, vertical, 2º horizontal, 3º vertical, novamente).


Fazer o mesmo no verso...

 Passo 4
Repetir o passo 2, colocar novamente as farripas às cores em ambos os lados.


Passo 5
Molhar o chapéu com uma solução de água morna com sabão azul e branco. Tem que se molhar bastante e colocar sabão em abundância, para a lã unir/feltrar. Há que, depois, tirar o ar com o papel de bolhinhas e vai-se ajeitando as pontas para ficar redondinho, sem bicos inestéticos.
A mesa fica completamente encharcada, pois este passo exige muita água, sabão e... paciência!

Quando o chapéu estiver com as pontas todas unidas, há que amassá-lo, de forma a tirar-lhe o ar; enfim, há que feltrá-lo até a água desaparecer. Vira-se do avesso (o tal que vai acabar por ser a parte de fora):

e....

Voilá:

2010/03/10

A fada da minha filha

Depois de vários dias a ouvir os pedidos da Eva, hoje fiz-lhe a fada cor-de-rosa!

Ficou um pouco mais pequena do que a minha primeira fada- o que foi intencional -e logo fui criticada pela filha por não ter posto olhos e boca à criatura! Estas fadas são inspiradas num conceito de brinquedos pouco expressivos de forma a estimular a imaginação das crianças (Waldorf dolls), mas a Eva não quer saber de teorias esquisitas; só quer mesmo é que a boneca tenha olhos e boca!


2010/02/25

Projecto 3 terminado

Depois de uma manhã de trabalho, a minha fada ficou assim... Vai direitinha para o meu quarto (espero que o marido se apaixone por ela tal como eu...)

Alguns pormenores...

 
 
Aceitam-se encomendas.

2010/02/08

Workshop de lã mágica!


Hoje passei a manhã juntamente com cinco donas de casa (mais ou menos) desesperadas a tentar fazer uma flor em lã merino ou lã mágica (este último adjectivo soa a coisas boas, não acham?).
Forneceram-nos três tons de lã, água, doseador, filtro, agulha e uma boa dose de simpatia e paciência! (Obrigada, Nicole!)

É uma técnica nada fácil de aprender numa manhã, mas deu para registar o básico da feltragem (técnica a aperfeiçoar com a prática), doseando a água com o filtro, picando o feltro para unir cores diferentes, enfim, um verdadeiro desafio!

Acho que o sentimento final predominante foi de alguma frustração; não tanto da minha parte (optei por não colocar a fasquia muito alta, não fosse dar-se o caso- como se deu- de o trabalho não sair como eu queria), mas de umas senhoras que esperavam fazer flores perfeitas ou que, em vez da flor, queriam fazer um chapéu! Não obstante, para quem gosta de meter a mão na massa e de desafios como eu, esta é uma excelente técnica. E até que nem ficou assim tão mal, pois não?!